SONO COMPLETO


Jorge Mangueira

Eis o poema na madrugada:
Ao pausar o trampo
Com uma longa bocejada
O verso sai no tempo

De uma lacrimejada,
Aliás de um rio para cada rima,
De uma ideia no clima,
De uma máxima estalada

De um maxilar de foca
Gerando um som de fantasma
Com uma sonolenta asma

Resistindo em troca
De uma injeção de poesia
Para completar o dia.

Jorge Andrade Mangueira (24/09/14)

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